7 atletas mais ricos do mundo que já faturaram US$ 1bi+ quando em atividade – e o que podemos aprender com eles

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Quais foram os atletas mais ricos do mundo que faturaram mais de US$ 1 bilhão enquanto ainda estavam, ou estão, em atividade?

A mentalidade necessária para ser um empreendedor está muito alinhada com a rotina de um atleta. Se analisarmos a trajetória de grandes nomes do mercado, o dia a dia do esporte e seus valores é uma intersecção valiosa para o sucesso.

Walter Robb, ex-CEO da Whole Foods; Brian Moynihan, CEO do Bank of America; e Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, são exemplos de empreendedores que possuem uma ligação direta com o esporte.

De acordo com a CNBC, Robb era o capitão do time de futebol da Stanford University, enquanto Moynihan jogou rugby na Brown University. Zuckerberg, por sua vez, praticava esgrima. 

Ainda além: Guilherme Benchimol, fundador e CEO da XP Inc., joga tênis e já participou de maratonas, enquanto Alexandre Birman, CEO da Arezzo Co., é triatleta de alta performance.

E olhe só: Cristina Corrêa, escritora e jornalista que escreveu as biografias de JP Lemann, Abilio Diniz e Vicente Falconi, enxerga nos três uma fundamental característica: a disciplina. De acordo com ela, todos cuidam da saúde e fazem exercícios.

É fácil discorrer sob essa perspectiva: os valores do esporte para o mundo dos negócios. Mas existe o caminho inverso: as estruturas de negócio modelando atletas de elite.

E isso é o mais interessante: poderíamos encontrar esportistas “unicórnios”, aqueles que durante sua carreira, geraram mais de US$ 1 bilhão de receita, através de investimentos, publicidade e contratos milionários com organizações e ligas.

Quem é o atleta mais rico do mundo?

Depende do critério. Por patrimônio acumulado, os líderes são Tiger Woods e Michael Jordan, ambos bilionários. Por faturamento anual, o atleta mais rico do mundo é Cristiano Ronaldo, que ganhou cerca de US$ 300 milhões em 2025 e lidera a lista da Forbes pelo quarto ano seguido. Entre os que faturaram US$ 1 bilhão ainda em atividade, dez nomes já cruzaram essa marca.

Dos atletas que conseguiram esse feito em atividade, que incluem jogadores de futebol, tênis, basquete, boxe e golfe, todos foram além de seu ofício e se tornaram verdadeiras celebridades, capazes de capitalizar oportunidades muito além do que o esporte um dia lhes ofereceria.

Tiger Woods fez menos de 10% de sua carreira bilionária com o golfe, sustentado por patrocínios. Cristiano Ronaldo transformou o próprio nome na marca CR7 e levou o faturamento a outro patamar com a ida para a Arábia Saudita. LeBron James é um investidor que aposta na diversificação de ativos. A cada ciclo, os contratos ganham valores maiores e a imagem desses atletas invade setores transversais.

A lista a seguir está ordenada pelo faturamento de carreira acumulado, segundo o levantamento do Sportico sobre os atletas que mais faturaram na história (valores ajustados pela inflação, até o fim de 2024). Mas afinal, quem são eles, e qual foi o mindset que os levou a esse dígito?

7 atletas mais ricos do mundo

Os atletas mais ricos do mundo que faturaram mais de US$ 1 bilhão ainda em atividade são marcas globais. Por onde quer que você ande, suas simbologias se reproduzem. Chega a impressionar o nível de representatividade que uma camiseta de LeBron ou de Cristiano Ronaldo tem mundialmente.

1 – Tiger Woods (Golfe)

Tiger Woods. (Crédito: Wikimedia Commons)

Faturamento de carreira: cerca de US$ 2,79 bilhões

Tiger Woods é o atleta que mais faturou em atividade, atrás apenas de Michael Jordan, que enriqueceu sobretudo após se aposentar. Foi também o primeiro a alcançar a marca de US$ 1 bilhão faturado ainda na ativa, feito atingido em 2009, e teve seu status de bilionário em patrimônio confirmado pela Forbes em 2022. Mesmo competindo pouco nos últimos anos, ainda fatura mais de US$ 60 milhões por ano.

Logo no primeiro ano como profissional, foi nomeado esportista do ano pela Sports Illustrated. Um ano depois conquistou seu primeiro Masters, tornando-se o mais jovem a vencer o major. Foi a força dominante no golfe entre 2000 e 2010, com patrocínios como Nike, Gatorade e Rolex que sustentaram a maior parte de sua renda.

1 – Cristiano Ronaldo (Futebol)

Faturamento de carreira: cerca de US$ 2,23 bilhões

Cristiano Ronaldo é um dos maiores jogadores de todos os tempos e o atleta de esporte coletivo que mais faturou na história. Ganhou cinco Bolas de Ouro, é o maior goleador em jogos oficiais e, em 2020, tornou-se o primeiro atleta de modalidade coletiva a faturar US$ 1 bilhão ainda na ativa. Desde janeiro de 2023, joga pelo Al-Nassr, da Arábia Saudita, onde recebe cerca de US$ 225 milhões por ano só dentro de campo.

Esse salto o levou ao topo da lista de mais bem pagos do mundo pelo quarto ano seguido, com cerca de US$ 260 a 300 milhões faturados por ano. Ronaldo tem acordos com marcas como Nike e investimentos em empresas como a de tecnologia vestível Whoop e a de suplementos Bioniq, além de um canal no YouTube com dezenas de milhões de inscritos. Ao todo, soma mais de 1 bilhão de seguidores nas redes sociais, uma contrapartida colossal para patrocínio.

3 – LeBron James (Basquete)

LeBron James (Crédito: Wikimedia Commons)

Faturamento de carreira: cerca de US$ 1,88 bilhão

LeBron James foi o primeiro jogador da NBA a se tornar bilionário ainda em atividade, status confirmado pela Forbes em 2022. Em mais de 22 temporadas, acumulou o maior salário de carreira da liga, mas o que chama a atenção é sua perspicácia nos negócios.

Ele assinou um contrato vitalício com a Nike em 2016. Seus acordos com marcas como Beats, Walmart e PepsiCo somam dezenas de milhões por ano e, em vários casos, lhe garantem participação acionária. A lenda do basquete também é cofundadora da produtora SpringHill, parte de um portfólio de negócios que sustenta seu patrimônio acima de US$ 1 bilhão.

4 – Lionel Messi (Futebol)

Lionel Messi. (Crédito: Wikimedia Commons)

Faturamento de carreira: cerca de US$ 1,85 bilhão

Lionel Messi quebrou recorde após recorde com sua habilidade impressionante. O oito vezes vencedor da Bola de Ouro conquistou 35 troféus no Barcelona e, em 2022, levantou o maior título de todos pela Argentina: a Copa do Mundo.

Depois de uma passagem pelo PSG, desde 2023 ele joga pelo Inter Miami, na MLS, onde firmou acordos inéditos de divisão de receita com Apple e Adidas. Hoje fatura algo em torno de US$ 135 a 140 milhões por ano entre campo e patrocínios, figurando entre os três atletas mais bem pagos do mundo na lista da Forbes.

5 – Roger Federer (Tênis)

Atletas mais ricos do mundo

Roger Federer. (Crédito: Wikimedia Commons)

Faturamento de carreira: cerca de US$ 1,59 bilhão

Assim como Michael Jordan, Roger Federer fez a maior parte de sua fortuna fora das quadras. Aposentou-se em setembro de 2022, depois de uma carreira que o colocou entre os melhores tenistas de todos os tempos, com 20 títulos de Grand Slam e o posto de número 1 do mundo por seis anos.

Os ganhos dentro do esporte foram uma parcela modesta de seu total, recheado por parcerias longevas com Rolex e Mercedes-Benz. Federer trocou a Nike pela japonesa Uniqlo, em um contrato de US$ 300 milhões, e investiu na empresa de calçados On, que abriu capital em 2021 e hoje vale dezenas de bilhões de dólares. Esse investimento foi decisivo para empurrá-lo acima da marca de US$ 1 bilhão, em 2021.

6 – Floyd Mayweather Jr. (Boxe)

Atletas mais ricos do mundo

Floyd Mayweather Jr. (Crédito: Wikimedia Commons)

Faturamento de carreira: cerca de US$ 1,52 bilhão

Floyd Mayweather entrou no clube do bilhão em 2017, impulsionado pela luta contra o astro do MMA Conor McGregor, que lhe rendeu mais de US$ 300 milhões em uma única noite. Antes disso, já havia faturado US$ 250 milhões contra Manny Pacquiao, em 2015.

Mayweather dominou o boxe por mais de duas décadas. Sua primeira luta profissional aconteceu em 1996 e, desde então, conquistou campeonatos mundiais em cinco categorias de peso diferentes. Como atuava também como seu próprio promotor, ficava com uma fatia enorme da bilheteria e do pay-per-view. É o boxeador mais rico da história.

7 – Michael Schumacher (Fórmula 1)

Atletas mais ricos do mundo

Michael Schumacher. (Crédito: Wikimedia Commons)

Faturamento de carreira: cerca de US$ 1,39 bilhão

Michael Schumacher é tido por muitos como o maior nome da Fórmula 1. Sua carreira durou de 1991 a 2006 e, ao lado da Ferrari, levantou sete títulos mundiais. No auge, recebia cerca de US$ 10 milhões por ano da Shell só para usar um boné com o logotipo da empresa, e gerava entre US$ 80 e 100 milhões por ano.

Na lista de atletas que mais faturaram na história do Sportico, Schumacher aparece como o nome mais bem pago do automobilismo. Vale uma ressalva de método: por esse critério de faturamento acumulado ajustado pela inflação ele entra com folga, embora, em valores da época, tenha encerrado a carreira pouco abaixo da marca de US$ 1 bilhão.

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Quais atletas entraram no clube do bilhão depois?

O “clube do bilhão faturado em atividade” não parou nos sete primeiros. De acordo com o Sportico, outros quatro nomes cruzaram a marca nos anos seguintes, e um deles é brasileiro.

  • Phil Mickelson (2022): segundo bilionário do golfe ainda em atividade, impulsionado pela mudança polêmica e lucrativa para a LIV Golf, com bônus de contrato reportado em US$ 200 milhões.
  • Neymar (2025): entrou no grupo principalmente pelo salário acima de US$ 100 milhões por ano no Al-Hilal, da Arábia Saudita, somado ao apelo comercial com marcas como a Puma.
  • Stephen Curry (projeção para 2026): sustentado pela Curry Brand, sob a Under Armour, na qual detém participação acionária e papel de liderança.
  • Kevin Durant (projeção para 2026): alavancado pelo contrato vitalício com a Nike e pela firma de investimentos 35V, com retornos expressivos em apostas iniciais em empresas como Coinbase.

O que podemos aprender com eles?

O esporte e o mundo dos negócios são duas facetas que exigem muito brio e resiliência. Dois ambientes que demandam três características fundamentais:

  • Autonomia: a capacidade de assumir a responsabilidade pelas próprias decisões e a independência na definição do sucesso.
  • Dedicação: aquela história de muito mais transpiração do que inspiração.
  • Disposição para se arriscar: muitas pessoas creditam seu aprendizado e sua evolução à capacidade de assumir riscos e aprender com os erros.

Valores do esporte x valores do empreendedorismo

Determinação, resiliência e disciplina são algumas das maiores qualidades dos atletas de elite. Roger Federer, por exemplo, praticou diversos esportes, como futebol, natação, esqui, handebol, basquete e tênis de mesa, até encontrar sua maior vocação.

O mesmo acontece no empreendedorismo. Assim como esses atletas são obstinados pelo sucesso, passando por uma trajetória de muita disciplina, quem deseja estar no páreo dos melhores precisa aprender a suar a camisa.

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Aproveitar oportunidade

Planejamento de carreira e personal branding

No esporte, é comum ver brigas de Davi contra Golias, dos menos cotados contra aqueles com orçamentos inchados. E nem sempre a lógica vence, porque dentro de um jogo existem variáveis que podem desestabilizar um oponente, e quem se mantém fiel ao planejamento executa a tática de maneira mais assertiva.

Fora das quatro linhas, para atletas ou empresas que almejam a marca de US$ 1 bilhão, é necessário um planejamento estratégico de carreira afiado. Um bom gerenciamento que conquiste grandes contratos, catapulte o uso da imagem e a vincule às grandes marcas. Como em uma análise SWOT, identificar suas forças e fraquezas, bem como oportunidades e ameaças, para avaliar sua posição competitiva.

Capacidade absurda de marketing de influência e media for equity

As pessoas tendem a se identificar mais com outras pessoas do que com instituições. É aí que entram as nuances do marketing de influência: se os processos de venda digitais se constroem na base do relacionamento, atletas viram pontes poderosas entre marcas e públicos.

Esse cenário também abre espaço para o conceito de media for equity, em que a empresa troca participação acionária por cobertura e exposição de mídia. Cria uma contrapartida societária pela vinculação da imagem de uma celebridade ao produto ou serviço. Por isso essas figuras são as mais procuradas para estampar as maiores campanhas de marketing do mundo.

A trajetória que coroou os atletas mais ricos do mundo é recheada de lições para empreendedores

Hoje, figuras como Woods, Ronaldo, LeBron, Messi, Federer, Mayweather e os novos integrantes do clube do bilhão são mais do que atletas: são celebridades e são empresas, construídas sobre um planejamento estratégico sólido que as conduziu à perenidade.

A vida desses atletas cobra tanto quanto a de um grande empreendedor. Exige energia para enfrentar as pressões que vêm acopladas à responsabilidade da proporção que essa posição demanda. O brio, o alto rendimento, a determinação e a resiliência em busca do sucesso são valores intrínsecos aos dois mundos.

Perguntas frequentes

Quem é o atleta mais rico do mundo?
Depende do critério. Por patrimônio acumulado, os líderes são Tiger Woods e Michael Jordan, ambos bilionários. Por faturamento anual, o atleta mais rico do mundo é Cristiano Ronaldo, que ganhou cerca de US$ 300 milhões em 2025 e lidera a lista da Forbes pelo quarto ano seguido.
Qual é o desportista mais rico do mundo em atividade?
Entre os desportistas em atividade, Cristiano Ronaldo é o mais rico em faturamento, com mais de US$ 2 bilhões acumulados na carreira e cerca de US$ 300 milhões por ano. LeBron James também é bilionário e segue na ativa na NBA.
Quais são os atletas mais ricos do mundo que faturaram US$ 1 bilhão em atividade?
São dez, segundo o Sportico: Tiger Woods, Floyd Mayweather, Cristiano Ronaldo, LeBron James, Lionel Messi, Roger Federer, Phil Mickelson, Neymar, Stephen Curry e Kevin Durant. Os dois últimos cruzaram a marca em 2026.
Qual é a fortuna do Floyd Mayweather?
A fortuna de Floyd Mayweather é estimada em mais de US$ 1,1 bilhão. Ele entrou no clube do bilhão em 2017, após a luta contra Conor McGregor, que lhe rendeu mais de US$ 300 milhões em uma única noite, e é o boxeador mais rico da história.
Cristiano Ronaldo é bilionário?
Sim. Em 2020, Cristiano Ronaldo se tornou o primeiro atleta de esporte coletivo a faturar US$ 1 bilhão ainda em atividade. Hoje acumula mais de US$ 2 bilhões em ganhos de carreira, impulsionado pelo contrato com o Al-Nassr e por dezenas de acordos comerciais.
Quem foi o primeiro atleta a faturar US$ 1 bilhão?
Tiger Woods foi o primeiro atleta a faturar US$ 1 bilhão ainda em atividade, marca atingida em 2009. Ele construiu a maior parte dessa receita fora do golfe, com patrocínios como Nike, Gatorade e Rolex.
Quantos atletas já faturaram US$ 1 bilhão ainda em atividade?
Dez atletas já faturaram US$ 1 bilhão ou mais durante a carreira ativa, segundo o Sportico, sendo o primeiro Tiger Woods, em 2009, e os mais recentes Stephen Curry e Kevin Durant, em 2026.

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Alfredo Soares

Especialista em Vendas, cofundador do G4, presidente da Loja Integrada e ex-CEO da Xtech, comprada pela VTEX, onde é sócio. Autor dos best-sellers "Bora Vender" e "Todos Somos uma Marca", ensina estratégias reais para estruturar e escalar canais de vendas.
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