OTE (On-Target Earnings): remuneração variável para motivar equipes

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Alfredo Soares

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OTE é o modelo de remuneração variável que define quanto um vendedor deveria ganhar quando atinge 100% da meta estabelecida, somando fixo e variável.

Diferente da comissão tradicional, que paga um percentual fixo sobre a receita gerada, o OTE paga com base no percentual de atingimento da meta.

A sigla vem de On-Target Earnings, que numa tradução livre, significa algo como “ganhos ao atingir a meta”. Este modelo de remuneração alinha diretamente o esforço do time comercial aos objetivos da empresa.

A diferença central: enquanto “remuneração variável” é o termo guarda-chuva, o OTE é o modelo que ancora o cálculo no percentual de meta batida, não na receita bruta.

Times de vendas são a área que mais sente o efeito de uma remuneração mal desenhada: motivação cai, os melhores vendedores saem primeiro e a meta se torna referência de frustração, não de performance.

Por isso, entender como o OTE funciona, e onde ele pode falhar, é tão relevante quanto boa liderança ou uma cultura comercial forte.

OTE = remuneração fixa + variável-alvo, paga integralmente quando a meta é 100% batida.

Nas seções abaixo, você encontra como calcular, implementar e evitar os erros mais comuns do modelo, com exemplos numéricos e dados reais de mercado.

Antes de entrar na fórmula, vale ter em mãos uma referência prática para aplicar o cálculo no seu próprio time: preparamos uma planilha de comissionamento que já traz o modelo de OTE pronto para adaptar à realidade da sua empresa.

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O que é OTE (On-Target Earnings)? 

OTE é a soma da remuneração fixa com a remuneração variável projetada para o cenário em que o vendedor bate exatamente 100% da meta.

É um número de referência, não uma fórmula de pagamento. A fórmula de pagamento (como o variável é calculado abaixo, dentro ou acima da meta) é definida pelos multiplicadores, que tratamos em detalhe mais adiante.

O que diferencia o OTE do comissionamento tradicional é a base de cálculo: em vez de um percentual fixo sobre cada venda, o modelo paga de acordo com o percentual de atingimento (%) de uma meta pré-definida.

Essa mudança de referência é o que faz o OTE funcionar como ferramenta de alinhamento estratégico, e não apenas como incentivo individual.

Mark Roberge, ex-CRO da HubSpot e autor de The Sales Acceleration Formula, defende um princípio que resume bem o desenho de um bom OTE: o vendedor precisa conseguir calcular o próprio ganho em poucos segundos, sem planilha.

Se o plano exige explicação de RH para ser entendido, ele já perdeu parte do efeito motivacional.

Leia mais Quais são os tipos de comissionamento e como calcular?

OTE vs. comissionamento tradicional: qual a diferença?

Critério Comissão tradicional OTE
Base de cálculo % fixo sobre a receita gerada % de atingimento de uma meta pré-definida
Previsibilidade para a empresa Baixa: custo variável sobe com a receita, sem teto Alta: remuneração ancorada em metas e orçamento
Foco do vendedor Vender mais, sem distinção de prioridade Bater a meta certa, incluindo mix de produto e prioridades estratégicas
Ideal para Times pequenos, ciclos simples, um único produto Operações com metas por critério, times maduros, múltiplos produtos

Isso não torna um modelo “melhor” que o outro: são desenhados para problemas diferentes:

  • Comissão tradicional é mais simples de implementar;
  • OTE é mais eficaz quando a empresa precisa direcionar comportamento (por exemplo, vender mais de um produto específico, não só faturar mais).
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Como funciona o modelo de OTE na prática

1. Definindo a proporção entre fixo e variável

Antes de qualquer remuneração ser calculada, é preciso decidir a proporção entre fixo e variável, e isso depende principalmente de dois fatores: a duração do ciclo de vendas e a complexidade do produto ou serviço.

  • Ciclos de venda curtos e transacionais: o vendedor tem mais controle direto sobre o resultado no curto prazo, então o mix pode pender mais para o variável (40/60 ou até 30/70).
  • Ciclos de venda longos e complexos: o resultado depende de fatores fora do controle imediato do vendedor (aprovações internas do cliente, concorrência, sazonalidade), então o fixo tende a pesar mais (60/40 ou 70/30) para manter o time engajado durante o ciclo inteiro.
  • Sem um ciclo definido ou em fase de estruturação: 50/50 é o ponto de partida mais seguro, pois concilia motivação e previsibilidade até haver dados suficientes para calibrar.

Não existe proporção ideal universal. O erro mais comum não é escolher “o número errado”, e sim copiar a proporção de outra empresa sem considerar o próprio ciclo de vendas.

2. Os multiplicadores no modelo de OTE

O multiplicador é o que converte “percentual de atingimento da meta” em “quanto do variável será pago”. Ele é o mecanismo central do OTE: sem ele, o modelo não tem como funcionar na prática.

Uma curva de multiplicadores comum, usada como ponto de partida, começa a pagar a partir de 70% de atingimento:

Atingimento da meta Multiplicador
Abaixo de 70% 0%
70% a 79% 50%
80% a 89% 75%
90% a 99% 90%
100% a 109% 100%
110% a 119% 130%
120% a 129% 160%
130% ou mais 200% (teto)

Assim como a proporção fixo/variável, não existe multiplicador ideal, apenas o que melhor reflete os objetivos e a realidade financeira de cada negócio.

O que importa é que a curva seja clara o suficiente para o vendedor calcular o próprio ganho a qualquer momento do mês.

Exemplos práticos de cálculo de OTE

Para tirar o modelo do abstrato, veja como o cálculo funciona com números reais.

Cenário base: fixo de R$ 5.000 + variável-alvo de R$ 5.000 = OTE total de R$ 10.000/mês quando a meta é batida em 100%.

Exemplo com 1 critério (só receita total)

O vendedor atingiu 92% da meta de receita do mês.

  • Multiplicador para 92% (faixa 90%-99%): 90%
  • Variável pago: R$ 5.000 × 90% = R$ 4.500
  • Remuneração total do mês: R$ 5.000 (fixo) + R$ 4.500 (variável) = R$ 9.500

Exemplo com 2 critérios (receita total + produto estratégico X)

Exemplo de OTE na prática
Estrutura de OTE com dois critérios: fixo, variável total e o desdobramento da variável entre receita total e produto estratégico.

Como mostra o esquema acima, o variável de R$ 5.000 é dividido: 80% ligado à receita total (R$ 4.000) e 20% ligado à venda do produto X (R$ 1.000), normalmente um produto de mix mais baixo, que a empresa quer empurrar estrategicamente.

O vendedor atingiu 105% da meta de receita total, mas só 60% da meta do produto X.

  • Critério 1 (receita total), 105% → multiplicador 100%: R$ 4.000 × 100% = R$ 4.000
  • Critério 2 (produto X), 60% → abaixo do piso de 70%, multiplicador 0%: R$ 1.000 × 0% = R$ 0
  • Variável total: R$ 4.000
  • Remuneração total do mês: R$ 5.000 (fixo) + R$ 4.000 (variável) = R$ 9.000 (90% do OTE cheio, mesmo batendo a meta principal)

Esse segundo exemplo mostra por que os critérios múltiplos importam: o vendedor superou a meta de receita, mas o resultado final ficou abaixo do OTE completo porque ignorou o produto estratégico.

É exatamente esse tipo de comportamento que a empresa quer direcionar ao desenhar os critérios.

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Quais são os riscos e armadilhas do OTE?

Um OTE bem estruturado alinha interesses; quando mal estruturado, o efeito costuma ser o oposto, e os sintomas geralmente aparecem antes no time do que nos números.

1

Meta irreal desde o início

Se o OTE nunca é atingível na prática, o vendedor percebe rápido e para de confiar no plano. Os melhores vendedores, que têm mais opções no mercado, costumam ser os primeiros a sair, o que transforma um problema de remuneração em um problema de turnover.

2

Multiplicador mal calibrado

Um piso muito alto (por exemplo, só pagar a partir de 90%) desmotiva quem está perto da meta mas não chega lá. Um teto sem limite pode gerar picos de custo variável imprevisíveis para a empresa.

3

Falta de clareza contratual: risco trabalhista real

No Brasil, a Lei do Comissionista (Lei nº 3.207/1957) exige que os critérios de cálculo da remuneração variável sejam claros e comunicados ao vendedor. Um plano de OTE mal documentado, com critérios que mudam sem aviso ou cálculo que só a liderança entende, pode ser questionado na Justiça do Trabalho como pagamento irregular, gerando passivo trabalhista, não só desmotivação.

4

OTE parado no tempo

Um plano criado há dois ou três anos, sem revisão, tende a distorcer o incentivo: o ticket médio muda, a estratégia de produto muda, mas o plano continua pagando pelo comportamento antigo.

5

Excesso de critérios

Cada critério adicional aumenta a complexidade do cálculo. Passar de 3 ou 4 critérios simultâneos geralmente reduz a clareza sem aumentar o direcionamento, e o vendedor perde a capacidade de calcular o próprio ganho, o que derruba o efeito motivacional.

O que os dados de mercado mostram sobre planos de OTE

Antes de estruturar (ou revisar) um OTE, vale conhecer alguns números que mostram o tamanho do problema quando o desenho do plano é ignorado:

01 Dado de mercado

Sales Cookie

Segundo uma análise da Sales Cookie sobre mais de 1.000 planos de comissão e 250+ empresas, em quase metade dos planos-ano (44,7%) nenhum vendedor bateu 100% da meta. A causa mais comum: metas calibradas de forma aspiracional, desconectadas do comportamento real do time. O mesmo estudo traz uma referência saudável para calibrar sua curva de multiplicadores: mediana de atingimento entre 60% e 80%, com cerca de 30% do time acima de 100%.

02 Dado de mercado

Xactly

O Sales Compensation Report 2025 da Xactly mostra que 87% dos times de vendas têm dificuldade para bater ou superar a cota. E 62% das empresas migraram para remuneração baseada em performance como resposta à instabilidade econômica, reforçando que o modelo de OTE ganha espaço justamente quando a previsibilidade fica mais difícil.

03 Caso real

HubSpot

Mark Roberge, responsável por construir o time de vendas da HubSpot do zero, documentou em “The Right Way to Use Compensation” como usou o redesenho do plano de comissão para guiar o comportamento do time a cada nova fase da empresa: primeiro validar o produto, depois escalar aquisição e, por fim, proteger retenção. Seu argumento central: o plano de remuneração muda comportamento mais rápido do que treinamento ou discurso motivacional.

Para quais empresas e times o modelo de OTE funciona melhor

O OTE se popularizou primeiro em empresas de tecnologia e SaaS. Companhias como Salesforce e HubSpot ajudaram a difundir o modelo para papéis de Account Executive, justamente por operarem com ciclos de venda estruturados e metas mensuráveis por critério.

Mas o modelo não é exclusivo de tech:

  • Vendas transacionais e de ciclo curto: funciona bem porque o vendedor sente o resultado do próprio esforço rapidamente, o que reforça o vínculo entre meta e recompensa.
  • Vendas complexas e B2B de ciclo longo: o OTE ajuda a manter o time engajado ao longo de um ciclo mais demorado, desde que o fixo seja proporcionalmente maior para sustentar o período sem fechamento.
  • Times com múltiplos produtos ou serviços: o OTE com critérios múltiplos (como no exemplo do produto X) é especialmente útil para direcionar o mix de vendas, não só o volume.
  • Empresas em fase inicial de estruturação comercial: aqui o cuidado é maior, pois sem histórico de metas, o risco de calibrar o multiplicador errado é alto. Vale começar com uma proporção 50/50 e um único critério, revisando com frequência nos primeiros ciclos.
Saiba mais Métricas de vendas: descubra o significado das principais siglas da área

O que a empresa precisa ter antes de implementar OTE

Antes de desenhar qualquer plano de OTE, vale confirmar que a base abaixo já existe, sem ela, o modelo tende a expor problemas de processo em vez de resolvê-los:

  • Metas historicamente mensuráveis: sem dados de ciclos anteriores (mesmo que informais), calibrar o multiplicador é adivinhação.
  • Processo de funil e pipeline organizado: sem previsibilidade de conversão, a meta que embasa o OTE não tem lastro real.
  • Critérios de atribuição de venda claros: quem fecha o quê, e como isso é contabilizado, precisa estar definido antes, não durante, a disputa de comissão.
  • Capacidade financeira de sustentar o teto do multiplicador: se a empresa não consegue pagar o cenário de 200% de atingimento, o teto precisa ser redesenhado antes de o time bater essa marca.
  • Alguém responsável por revisar o plano periodicamente: um OTE sem dono que o revise ao menos uma vez por ano tende a ficar desatualizado silenciosamente.

Como implementar um plano de OTE

  1. Mapeie o ciclo de vendas atual: duração média, complexidade e grau de controle do vendedor sobre o resultado.
  2. Defina a proporção fixo/variável com base nesse mapeamento: comece por 50/50 se não houver histórico.
  3. Escolha os critérios: receita total é quase sempre a base; critérios adicionais (produto, retenção, novo cliente) só quando houver uma prioridade estratégica clara para reforçar.
  4. Desenhe a curva de multiplicadores: com piso de pagamento e teto compatível com a capacidade financeira da empresa.
  5. Simule cenários reais (como os exemplos acima) com o time de vendas antes de lançar: se ninguém conseguir calcular o próprio ganho em poucos minutos, simplifique.
  6. Documente e comunique os critérios por escrito, de forma auditável: para eliminar o risco de disputa trabalhista.
  7. Agende a primeira revisão, no máximo 12 meses depois, ou antes, se houver mudança relevante: de ticket médio, produto ou estratégia comercial.

Seguir esses sete passos coloca o plano de OTE no papel, mas o plano por si só não vende. Ele remove um obstáculo, o de incentivo mal calibrado, mas não resolve os outros: cadência de prospecção fraca, forecast pouco confiável ou pipeline sem gestão continuam travando o resultado, mesmo com o multiplicador certo.

Um bom plano de remuneração precisa de uma operação comercial estruturada por trás para funcionar de verdade.

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O que o OTE realmente recompensa?

Existe uma diferença entre pedir para o time “vestir a camisa” da meta e criar uma estrutura em que bater a meta certa é, literalmente, a forma mais direta de o vendedor aumentar o próprio ganho.

Um vendedor com meta genérica de receita, sem critério de mix, vai naturalmente vender o que é mais fácil de vender, não porque falta comprometimento, mas porque a estrutura de incentivo não distingue entre um produto estratégico e um produto qualquer.

É exatamente esse tipo de comportamento que o exemplo do produto X, lá em cima, ilustra: a meta é batida, mas o resultado não é o que a empresa precisava.

O OTE bem desenhado resolve isso na origem. Ele não exige mais esforço do vendedor, cria as condições para que o esforço já aplicado seja direcionado para onde a empresa realmente precisa.

É estrutura de incentivo fazendo o trabalho que discurso motivacional não consegue fazer sozinho.

Leia mais Estratégia comercial: guia passo a passo para estruturar seu planejamento

Perguntas frequentes sobre OTE

OTE é a mesma coisa que salário fixo mais comissão?

Não exatamente. OTE é a soma do fixo com a variável projetada quando o vendedor bate 100% da meta: um número de referência, não uma fórmula de pagamento. A comissão pode ser calculada de formas bem diferentes (percentual sobre venda, escalonada, por multiplicador de meta), e o OTE só mostra o resultado esperado dessa conta, não o método por trás dela.

Qual a proporção ideal entre fixo e variável no OTE?

Depende do ciclo de venda. Em vendas mais transacionais e curtas, é comum ver 50/50 ou até 40/60 (mais peso na variável), já que o vendedor tem mais controle sobre o resultado no curto prazo. Em vendas complexas e longas, a proporção costuma pender mais para o fixo, como 60/40 ou 70/30.

Um OTE mal calculado pode fazer a empresa perder vendedores?

Sim, e é um dos motivos mais comuns de turnover em times comerciais. Quando a meta é irreal, o OTE nunca é atingido de fato, o vendedor percebe isso rápido e para de confiar no plano. Na prática, os melhores vendedores, que têm mais opções no mercado, costumam ser os primeiros a sair.

Com que frequência o OTE deve ser revisado?

O ideal é revisar pelo menos uma vez por ano, alinhado ao ciclo de planejamento comercial. Mudanças relevantes no mercado, no ticket médio ou na estratégia de vendas também são gatilhos para revisar antes do prazo anual: manter um OTE desatualizado por dois ou três anos distorce o incentivo do time.

OTE tem tradução em português?

A tradução literal de On-Target Earnings é algo como “ganhos ao atingir a meta”. Na prática, o mercado brasileiro usa a sigla em inglês mesmo, “OTE”, sem traduzir, da mesma forma que termos como “pipeline” ou “churn” já são incorporados ao vocabulário comercial sem versão em português.

“OTE salary”, “OTE commission”, “OTE bonus”: é tudo a mesma coisa?

Não exatamente, e a confusão é comum porque o termo circula bastante em conteúdo em inglês. OTE salary é o próprio conceito de OTE (fixo + variável-alvo). OTE commission geralmente se refere à comissão calculada por multiplicador dentro do plano de OTE, não à comissão tradicional sobre receita. E OTE bonus às vezes é usado (de forma imprecisa) para descrever o valor variável pago quando a meta é superada, o que, no vocabulário correto, é simplesmente “variável acima de 100% do multiplicador”, não um bônus separado.

OTE com muitos critérios é sempre melhor?

Não. Cada critério adicional aumenta a complexidade do cálculo para o vendedor. Passar de 3 ou 4 critérios simultâneos geralmente reduz a clareza sem aumentar o direcionamento estratégico: o ideal é usar o menor número de critérios que ainda capture a prioridade real do negócio.

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Alfredo Soares

Especialista em Vendas, cofundador do G4, presidente da Loja Integrada e ex-CEO da Xtech, comprada pela VTEX, onde é sócio. Autor dos best-sellers "Bora Vender" e "Todos Somos uma Marca", ensina estratégias reais para estruturar e escalar canais de vendas.
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