Alê Costa

CEO da Cacau Show
NPS
Nacionalidade
Brasileira
Ocupação
CEO da Cacau Show
Nome Completo
Alexandre Tadeu da Costa
Formação
-

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Alê Costa é o fundador e CEO da Cacau Show, a maior rede de chocolates finos do mundo em número de lojas. O que começou em 1988 com um empréstimo de US$ 500 se transformou, em 2025, em uma marca com 4.781 lojas no Brasil e faturamento de R$ 9 bilhões, segundo declaração do próprio empresário ao sistema Broadcast, do Grupo Estado. Saiba mais sobre a trajetória de Alê Costa, seus principais feitos e o que aprender com sua história.

Perfil

Quem é Alê Costa?

Alê Costa, nome completo Alexandre Tadeu da Costa, é um empresário brasileiro, fundador e CEO da Cacau Show. Nasceu em São Paulo, em 1971, filho de pai tecelão e mãe vendedora de produtos de porta em porta, ambiente que o aproximou cedo do comércio. Também aparece grafado em fontes públicas como Alexandre Costa e Ale Costa, sem acento.

É reconhecido por ter construído, segundo o próprio empresário afirma em entrevistas, sem recorrer a capital externo ou empréstimos bancários no longo prazo, a maior rede de lojas de chocolates finos do mundo. A Cacau Show fatura na casa dos bilhões de reais por ano, é a maior franquia do Brasil em número de unidades e teve, em 2025, 4.781 lojas no país. Alê Costa comanda ainda um ecossistema de negócios que se expandiu para hotelaria, parques de diversão e experiências ligadas ao chocolate.

A Forbes estimou sua fortuna em R$ 2,2 bilhões em 2022, quando ele apareceu na 160ª posição do ranking brasileiro de bilionários e foi apontado pela mesma revista como o bilionário mais popular da internet no Brasil. Nas redes sociais, mantém o perfil @alecacaushow no Instagram, onde soma milhões de seguidores e reforça a imagem de empreendedor autofinanciado.

Trajetória

A trajetória de Alê Costa

A trajetória de Alê Costa começou na infância, acompanhando a mãe, que vendia diversos produtos de porta em porta, entre eles chocolates. Quando o negócio caseiro da família foi encerrado, ainda na década de 1980, o jovem Alexandre decidiu vender chocolates por conta própria, aos 17 anos.

O ponto de virada veio às vésperas da Páscoa de 1988. Alê recebeu uma encomenda de 2 mil ovos de 50 gramas e, ao descobrir que o fabricante não conseguiria produzi-los, resolveu fazê-los ele mesmo. Com dinheiro emprestado por um tio, contratou uma senhora que fazia chocolate caseiro e, após três dias de jornadas de 18 horas, entregou o pedido em um Fusca 78. O lucro, cerca de US$ 500, virou o capital inicial da Cacau Show, formalmente fundada em 6 de abril de 1988.

Nos primeiros anos, o negócio funcionou em uma sala na empresa dos pais, no bairro da Casa Verde, zona norte de São Paulo, vendendo doces para padarias, supermercados e por meio de representantes. Em 1996, Alexandre passou uma temporada na Bélgica, em cursos de gastronomia, para melhorar a qualidade do produto. A primeira loja física só veio no fim de 2001, em Piracicaba, no interior paulista. No ano seguinte, já eram 18 pontos padronizados, e o modelo de franquias acelerou a expansão para dezenas e depois centenas de unidades.

Em 2008, a Cacau Show ultrapassou a americana Rocky Mountain em número de pontos de venda e passou a ser considerada a maior rede de lojas de chocolates finos do mundo por essa métrica. Ao longo da década seguinte, Alê Costa começou a diversificar o grupo, entrando em hotelaria e entretenimento, sempre associando a marca à ideia de experiência em torno do chocolate.

Entre os prêmios acumulados no percurso estão o de Melhor Franquia do Ano em 2005, concedido pela Editora Globo em parceria com a Fundação Getulio Vargas; o de Empreendedor do Ano em 2011, dado pela Ernst & Young Terco; e o de Varejista do Ano de Mercados Emergentes, recebido no World Retail Awards de 2013.

Cacau Show

Alê Costa e a Cacau Show

Alê Costa fundou a Cacau Show em 6 de abril de 1988 e segue à frente da empresa como CEO. O modelo de negócio combina indústria própria e uma rede de franquias: a companhia fabrica os chocolates em suas fábricas e os distribui por milhares de lojas franqueadas, o que permitiu escalar rápido sem depender de capital de terceiros ou de bolsa.

Em 2025, a Cacau Show fechou o ano com 4.781 lojas no Brasil, sendo aproximadamente 450 unidades próprias e mais de 4,3 mil franquias, presentes em cerca de mil municípios. Isso a mantém como a maior franquia do país em número de unidades e a maior rede de chocolates finos do mundo em pontos de venda. O faturamento anual chegou a R$ 9 bilhões em 2025, alta de 13,6% sobre o ano anterior, segundo declaração do próprio Alê Costa em entrevista ao sistema Broadcast, do Grupo Estado, em 2026. Esse recorte segue a metodologia da própria companhia. Em levantamentos da Associação Brasileira de Franchising (ABF), que medem escopo distinto e por isso não são diretamente comparáveis, a rede aparece com faturamento de cerca de R$ 6,26 bilhões em 2024 e R$ 4,02 bilhões em 2022. Por qualquer um dos recortes, a trajetória mostra forte aceleração.

A empresa opera cinco fábricas nas cidades de Itapevi, Campos do Jordão, Curitiba, Linhares e São Paulo, com capacidade estimada em dezenas de milhares de toneladas de chocolate por ano. A gestão de Alê Costa é marcada pela verticalização, pela obsessão com ponto de venda e por decisões de longo prazo. Ele investiu na ampliação da fábrica de Itapevi, na Grande São Paulo, transformada em um complexo com loja-conceito e atrações, e apostou em datas sazonais como motor de faturamento: a Páscoa concentra cerca de 23% das vendas anuais da rede.

No varejo de chocolates, a Cacau Show disputa mercado com marcas como a Kopenhagen e a Brasil Cacau, que pertenciam ao Grupo CRM e passaram ao controle da Nestlé em setembro de 2023, além de players internacionais como a Lindt. O posicionamento histórico de Alê Costa foi entregar chocolate fino em ticket médio muito abaixo do premium tradicional — segundo ele, cerca de um quarto do praticado pelos concorrentes na base da comparação.

O ciclo mais recente da companhia foi marcado pela alta do cacau no mercado internacional, que pressionou margens. Em entrevista ao Estado em 2026, o empresário reconheceu:

Tivemos o pior resultado dos últimos dez anos em termos de lucratividade por conta do aumento absurdo do preço do cacau. Os custos de produção chegaram a ser seis vezes mais caros pela nossa principal matéria-prima. — Alê Costa, ao sistema Broadcast (Grupo Estado), abril de 2026

A companhia afirma ter absorvido a maior parte do impacto nas margens, com reajuste de preços na casa de 7%. Para 2026, projeta a maior campanha de Páscoa de sua história, com produção de cerca de 25,5 milhões de ovos de chocolate e mais de 31 milhões de itens no total.

ecossistema

O ecossistema de negócios de Alê Costa

Nos últimos anos, Alê Costa passou a operar um conjunto de negócios adjacentes ao core do chocolate, todos ancorados na marca Cacau Show e no conceito de experiência de consumo. Em 2021, o grupo inaugurou o Bendito Cacao Resort & Spa, hotel temático em Campos do Jordão, com investimento de cerca de R$ 90 milhões, o primeiro resort do país totalmente ambientado no universo do chocolate.

Em fevereiro de 2024, o grupo anunciou a compra do Grupo Playcenter, dono da rede de parques de diversão indoor Playland, transação sujeita ao aval do Cade. Em dezembro do mesmo ano, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Alê Costa apresentou o projeto do Cacau Park, um parque temático de chocolate a ser construído em Itu (SP), com investimento estimado em R$ 2 bilhões, previsão de inauguração em 2027 e expectativa de 3 milhões de visitantes por ano. Foi na ocasião que o empresário resumiu a nova fase da companhia em uma frase que virou mote da marca:

Durante os primeiros 35 anos, nossa jornada foi sobre o Cacau. Os próximos 35 anos serão sobre o Show. — Alê Costa, no anúncio do Cacau Park em Itu, dezembro de 2024

A diversificação é sustentada por uma marca já consolidada no varejo. As lojas, além da venda de bombons e ovos, ganharam formatos como Cacau Show Café e Cacau Show Gelato, e a fábrica de Itapevi virou destino turístico com o Choco Tour, guiado por pontos da linha de produção. A responsabilidade social também faz parte da operação: em 2009, Alê Costa criou o Instituto Cacau Show, organização sem fins lucrativos que promove ações sociais em Itapevi, cidade que abriga a principal fábrica da marca.

livros & frases

Livros, frases e aparições públicas de Alê Costa

Alê Costa é autor de dois livros. O primeiro, “Uma Trufa e… 1000 Lojas Depois” (2010), narra a trajetória da Cacau Show desde os primeiros ovos de Páscoa até a liderança do franchising brasileiro. O segundo, “Bean to Heart: Do Grão ao Coração”, publicado sob o selo Cacau Show e vendido na própria rede da marca, reúne relatos de viagens do empresário a regiões produtoras de cacau e sua reflexão sobre a cadeia produtiva do chocolate, do fruto ao consumidor final. Além de escritor, ele é presença constante em eventos de empreendedorismo e franchising, e apareceu como investidor convidado na estreia do Shark Tank Brasil na RedeTV!, em maio de 2022, na sexta temporada do reality de investimento produzido pela Sony Pictures Television.

A filosofia de gestão de Alê Costa costuma girar em torno de três ideias que ele repete em palestras: crescer com recursos próprios, tratar a franquia como um negócio replicável e transformar chocolate em experiência. Foi essa combinação, segundo o empresário, que permitiu à Cacau Show sair de uma encomenda de Páscoa para uma rede com milhares de lojas, sem abrir capital nem contrair dívida de longo prazo. Sobre a hipótese de um IPO, em entrevista em 2026, ele foi direto:

Não conseguimos achar nenhum sentido estratégico para isso agora. Somos auditados por uma big four, padrão CVM, temos conselho de administração há 10 anos. Estaríamos prontos para fazer, mas realmente só quando fizer sentido. — Alê Costa, ao sistema Broadcast (Grupo Estado), 2026

O apelido de “Willy Wonka brasileiro”, popularizado por reportagens da CNN Brasil e da Forbes a partir do anúncio do Cacau Park, sintetiza o posicionamento pretendido para a próxima década: chocolate como espetáculo, e não apenas produto. O discurso de Alê Costa costuma enfatizar disciplina operacional, reinvestimento do lucro e obsessão por ponto de venda, temas que ajudam a explicar a escala que a Cacau Show atingiu no varejo brasileiro, ao lado de outros grandes nomes do setor como Luciano Hang e Luiza Trajano.

controvérsias

Controvérsias e denúncias envolvendo a Cacau Show

Em maio de 2025, o portal Metrópoles publicou uma série de reportagens com base em relatos de franqueados e ex-franqueados da Cacau Show, reunidos originalmente em um perfil em rede social chamado “Doce Amargura”. As denúncias descreviam supostas práticas de retaliação a franqueados que discordavam da matriz — como envio de produtos próximos do vencimento e rompimento contratual — e caracterizavam encontros internos com orações e rituais de gratidão como pressão religiosa disfarçada.

Após a repercussão, a Cacau Show emitiu comunicado oficial classificando as acusações como “inverídicas” e “ataques injustos” à história da empresa. Segundo a nota, momentos como o “Pai Nosso” em confraternizações de fim de ano seriam voluntários e respeitosos à liberdade de crença, e não haveria retaliação institucional a quem questionasse a operação. O comunicado foi assinado conjuntamente pela companhia e pelo próprio Alê Costa.

O caso levou o Ministério Público do Trabalho em São Paulo a abrir inquérito para apurar denúncias de assédio moral e possíveis práticas abusivas na relação com franqueados e colaboradores. Uma decisão judicial anterior, em processo de franqueados, já havia questionado a política interna da empresa quanto ao fornecimento de produtos condicionado à ausência de litígios com a marca. Até o fechamento desta biografia, o inquérito seguia em andamento e a Cacau Show mantinha o posicionamento público de negar as acusações.

Nota editorial: este bloco resume, em síntese factual, denúncias veiculadas pela imprensa e a resposta oficial da empresa, sem juízo de mérito. O leitor interessado deve consultar as fontes primárias.
Nota editorial: este bloco resume, em síntese factual, denúncias veiculadas pela imprensa e a resposta oficial da empresa, sem juízo de mérito. O leitor interessado deve consultar as fontes primárias.

Perguntas frequentes sobre Alê Costa

Quem é Alê Costa?

Alê Costa, ou Alexandre Tadeu da Costa, é o empresário fundador e CEO da Cacau Show, a maior rede de chocolates finos do mundo em número de lojas. Nascido em São Paulo em 1971, começou a produzir chocolates aos 17 anos, na Páscoa de 1988, e hoje comanda uma rede com 4.781 lojas no Brasil e faturamento de R$ 9 bilhões em 2025.

Qual é a fortuna de Alê Costa?

A fortuna de Alê Costa foi estimada pela Forbes em R$ 2,2 bilhões em 2022, quando ele apareceu na 160ª posição do ranking brasileiro de bilionários. Estimativas de mercado mais recentes, atreladas ao valor da Cacau Show, colocam seu patrimônio entre R$ 2 bilhões e R$ 4 bilhões. Como a empresa é de capital fechado, não há valor auditado publicamente.

Quando foi fundada a Cacau Show?

A Cacau Show foi fundada em 6 de abril de 1988, em São Paulo, por Alê Costa, então com 17 anos. A empresa nasceu de uma encomenda de 2 mil ovos de Páscoa e de um capital inicial de US$ 500. A primeira loja física, porém, só foi inaugurada em 2001, em Piracicaba, no interior paulista.

A Cacau Show é franquia?

Sim, a Cacau Show opera predominantemente no modelo de franquias e é a maior franquia do Brasil em número de unidades, com 4.781 lojas em 2025, sendo cerca de 450 próprias e mais de 4,3 mil franqueadas. A empresa fabrica os próprios chocolates em cinco fábricas e distribui pela rede em cerca de mil municípios.

Onde nasceu Alê Costa?

Alê Costa nasceu em São Paulo, em 1971. Foi na capital paulista, no bairro da Casa Verde, que ele começou a Cacau Show, dentro de uma sala na empresa dos pais, antes de expandir a marca para todo o Brasil e instalar a principal fábrica em Itapevi, na Grande São Paulo.

Alê Costa é dono da Cacau Show?

Sim, Alê Costa é o dono e fundador da Cacau Show, empresa de capital fechado que ele controla desde 1988. Além de proprietário, atua como CEO, à frente das decisões estratégicas do grupo, que hoje inclui as lojas de chocolate, o Instituto Cacau Show, o resort Bendito Cacao, o Grupo Playcenter e o projeto Cacau Park.

Quem é a esposa de Alê Costa?

Alê Costa mantém a esposa fora da exposição pública e fala pouco sobre a vida familiar em entrevistas. Uma de suas filhas, Isabella Dervalli, ganhou projeção própria como influenciadora digital. O empresário concentra sua imagem pública na Cacau Show e na própria trajetória de empreendedor autofinanciado.

Quantas lojas tem a Cacau Show?

A Cacau Show fechou 2025 com 4.781 lojas no Brasil, número que a mantém como a maior rede de chocolates finos do mundo em quantidade de pontos de venda e a maior franquia do país. Do total, cerca de 450 são próprias e mais de 4,3 mil franqueadas, presentes em cerca de mil municípios.